você é jovem?

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Se tiver menos de dezesseis anos, leia-me com atenção porque talvez seja a última oportunidade que terá de abrir os olhos e tirar algum proveito desta existência.

Não se iluda com os sentidos. Tenha sempre a atenção voltada para dentro, para seu Íntimo. É claro que não é possível deixar de ver, sentir, ouvir, mas “fique ligado”!

A audição o leva a reuniões em que a manifestação coletiva quase sempre é nociva. O principal veículo disso é a música. A qualidade na letra, na melodia e na harmonia, não serve para “concentrações”. As aglomerações dos shows o levam na direção inconsciente das drogas, das contendas, do entorpecimento dos sentidos. É exatamente isto o que querem de você: adormecimento. “Emburrecimento”, para ser mais claro. Como é muito jovem, não percebe o que está se passando em sua cabeça. De que forma ela está sendo manipulada por uma minoria interessada nisso. Ingenuamente está sendo levado a uma vida cheia de frustrações por conta da inaptidão, da incapacidade intelectual. Está deixando de enriquecer sua mente com coisas proveitosas. Abrindo espaço para aqueles poucos da sua idade que são “rebeldes” e não aceitam esse comportamento tão popular e “normal”. Eles serão seus chefes no futuro. A eles você pedirá a bênção, se humilhará, se desculpará, e fará o que quiserem.

Então não devo mais ir a shows? Não é isso. Claro que não há mal algum em fazê-lo, mas não se identifique com a situação. Não siga os passos dos outros. Vá lá, “curta” seu ídolo, e volte, sem se misturar com a “normalidade estúpida”. Estou supondo que você terá o cuidado de selecionar sua música, aquela que tem poesia, melodia e harmonia.

Quanto ao paladar, o leva à gula, que não está em comer em demasia e sim os alimentos mais “saborosos”. Somos levados ao Mundo das Ilusões pelo olfato, pelo paladar e pela visão. Luzes coloridas nos atraem inconscientemente aos “fast foods” da vida. O aroma artificial dos alimentos também. São estudados demoradamente em laboratórios para produzir esse efeito em nossos cérebros. E nos enganam. Quando você ingere um alimento “saboroso” pode ter certeza de que está contaminado por algum conservante, aromatizante ou edulcorante. Isso também vai deixá-lo menos inteligente. É isso o que querem. Deixá-lo “burro”. O alimento, como o próprio nome diz, alimento, é para nos nutrir e não para nos dar prazer. Comer por prazer é a pior escolha que podemos fazer. Não precisa acreditar em mim. Observe. Vá a um restaurante e observe as pessoas. Repare se não tenho razão: as mais ávidas pelo alimento são exatamente aquelas que nos passam uma maior impressão de entorpecimento. Como médico, não poderia deixar de citar o maior veneno que o homem já inventou: o refrigerante. Preste bem a atenção: refrigerante causa osteoporose, cálculo renal, gastrite, furunculose, hipertensão, obesidade, flacidez e… pasme… NÃO É ALIMENTO. É uma insensatez fazer uso deles.

No que diz respeito à visão, e aí está um problema difícil de abordar, mas na net encontramos diversas criticas semelhantes à minha, a televisão é a maior vilã. O que assistimos é minuciosamente elaborado para que sejamos influenciados de uma forma subliminar. Já ouviu falar de PNL? Programação Neurolinguística? É uma forma de hipnose em que sem que você perceba, está sendo levado a agir desta ou daquela forma. O assunto é sério e está sendo abordado por profissionais da área em muitos países. Programam nosso comportamento. Como se não bastasse, o grau hipnótico que a TV exerce sobre nós é tão grande que é impossível pensar em algo enquanto assistimos. Mais uma forma de anestesia psicológica.

Como eu disse lá na frente: se você é jovem, aproveite este ensinamento. Ser-lhe-á útil no futuro.

2 Respostas to “você é jovem?”

  1. Jaqueline Robespierre Says:

    Amigo Osvaldo, seu texto é excelente! Realmente, seria bom que os jovens dessem mais valor à experiência ou ao experiente. Seria muito bom que conselho fosse escutado e não ignorado. Felicidades!

  2. Cleidiane Says:

    Seu texto é perfeito e podemos associá-lo a atual conjuntura social que nos rodeia. Somos, sem perceber, “engolidos” pela mídia e assumimos posições, identidades e relações fluidas. Resta-nos acreditar que há uma luz no fim do túnel. Será?

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