tempestade

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Tu te despiste pra mim de corpo e alma, inocente,

e te recebi sem censura como criança contente,

com aqueles olhos brilhando diante de algum presente.

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Com a força das entranhas e a paz do silêncio no ar,

viajei por teus mares bravios com o barco a jogar, sem cessar,

até que, finda a tempestade, vi surgir outra vez o luar.

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Foi nessa noite tão calma que me encontrei novamente,

fitando teus olhos bem perto, sentindo teu corpo tão quente

e colado ao meu, agora inerte, sem forças, exausto, indolente.

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Sem nenhum arrependimento, acariciei teu corpo macio.

Só então vi que te amava! E, mesmo depois do vazio,

que me ocorre após saciado, beijei-te por horas a fio…

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2 Respostas to “tempestade”

  1. Marcia Says:

    Oi poeta………….
    Estou em ‘Palavras” venha poetar
    com todos nós
    Será ótimo ter você por lá
    Marcia…………….

  2. jilberto Says:

    O título resume bem: sensualidade, desejo, explosão… Tempestade!

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