se perderam pelo caminho

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Onde estão aqueles valores que nos sustentavam quando éramos adolescentes? Onde estão o respeito e admiração pelos mais velhos? Onde está a obediência? Onde está o prazer pelos estudos e a humildade que tínhamos quando reconhecíamos a sabedoria das pessoas da geração anterior? Não raramente citávamos entre os da nossa idade, com orgulho,  que havíamos sido punidos por haver cometido algum delito.

Que saudade!

Sabíamos inconscientemente que a estrada que estávamos a percorrer era a correta. Tínhamos plena convicção de que tudo daria certo no final. O moral estava acima de tudo. Isso nos dava um apoio formidável, uma razão para seguir em frente. Tínhamos confiança em nós mesmos. Como era bom viver. Havia exceções? Claro. Raras. E por que é diferente dos dias de hoje? Porque hoje a exceção é o caminho reto. A maioria dos jovens está entregue “às baratas”. Já crescem com uma carência afetiva muito grande. Não têm o afeto dos pais, tudo em função da busca desenfreada pelo dinheiro, pelo que pode comprar. Não existe mais equilíbrio. Hoje as mães têm que trabalhar para “ajudar” no orçamento familiar. Absurdo! Esse é o papel do homem. À mulher cabe estar todo o tempo ao lado dos filhos para lhes proporcionar o alimento celestial: Maternidade! Carinho, amor, atenção, orientação, proteção, são a base para um crescimento saudável do ponto-de-vista somático e espiritual.

De que nos vale possuir o carro do ano, uma gorda conta bancária e ter um filho delinqüente, psicopata, obeso? Sim, porque tudo isso é fruto da desarmonia do núcleo familiar. A criança não sabe por quê, mas tem uma ansiedade imensa. Recorre à alimentação incorreta que gera problemas cardiovasculares, aos videogames que o leva à inatividade, à televisão que não lhe acrescenta nada, e, mais recentemente, ao computador que embora seja necessário à sobrevivência global, se usado sem freios pode ser uma arma nas mãos dela. Compensação de sua frustração.

Tem cura?

Tem não. A menos que se tome uma medida radical – normal para os de antigamente – e se conserte o que está errado. Que os valores sejam mudados. Isto pode ser feito através de uma nova linha de conduta social, doce utopia, ou individualmente, quando os pais não se importarem mais com a opinião alheia e fizerem o que julgar correto mesmo correndo o risco de serem “taxados” de “caretas”, antiquados, “quadrados”.

Onde estão aqueles valores?

Que saudade!

Se perderam pelo caminho…

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3 Respostas to “se perderam pelo caminho”

  1. elizangela miranda teixeira Says:

    Amei, é muito linda. É a mais pura verdade.

  2. Marta Says:

    Com certeza é a triste realidade de hoje. Muito lindo!!!

  3. Karinne Says:

    Sensacional!…

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