quase

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Certa vez definiram de um jeito pitoresco a natureza humana.

Disseram-me que há dois tipos de gente:

“Um que, se empurrado na piscina, morre afogado;

o outro, aprende a nadar”.

De uma forma mais dialética entendemos que:

alguns lutam pelo aprendizado,

outros se deixam levar pela correnteza.

Alguns têm humildade, e se propõe a ouvir, a questionar e a aceitar ou não.

Outros simplesmente repelem arrogantemente qualquer idéia que seja contrário ao que aprendeu, sem se perguntar se o que aprendeu é correto ou não. Sem chance de contestação.

É uma pena.

Há uma frase de Victor Hugo que diz:

“O inferno está cheio de sinceros equivocados”.

Quantos cientistas erraram ao fazer suas proposições?

Quanto tempo se passou para descobrirmos que estavam enganados?

Uma década?

Um século?

Um milênio?

Ao contrário, quantos cientistas previram o futuro e, considerados hereges, principalmente pela igreja, foram queimados vivos, e mais tarde reconhecidos como certos?

O que levou a “massa adormecida” a condenar os pobres homens convictos de suas teses, senão a arrogância?

O que levou a mesma “massa” a aceitar as idéias dos outros, que estavam equivocados, senão a preguiça? Pra que pensar? – Se todo mundo acha que está certo, é porque está certo! Não é isso?

Caminhamos a passos largos para o abismo.

Cada vez mais há gente dormindo acordado, como zumbis.

Quando um dos apóstolos pediu a Jesus para interromper a caminhada a fim de que pudessem ajudar no enterro de um conhecido, ele respondeu:

“Deixem que os mortos enterrem seus mortos”.

Essa mensagem não nos diz nada?

Não nos soa estranho?

Não queremos pensar?

Tudo bem!

Abrir a mente para o novo é tremendamente difícil.

Custa-nos um esforço muito grande, e, neste mundo cheio de prazeres estimulantes de nossos defeitos, é quase impossível.

Quase!

Somos tentados a ser “mornos”. Rejeitamos os opostos. É mais cômodo.

Mas àqueles que têm uma inquietude espiritual grande, não desanimemos. Façamos parte daquela pequena fatia da humanidade que ainda não se deu por vencida pelos demônios como na batalha proposta por krishna em Bagavad Gita.

Eu peço todos os dias às hierarquias celestiais que olhem pelos adormecidos e que lhes deem sabedoria para discernir o bem do mal. Ainda há uma chance de salvação para o mundo em ruína moral no qual vivemos.


leitura recomendada: “Quase”

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5 Respostas to “quase”

  1. André Luiz Says:

    Caríssimo Amigo, é muita ¨coincidência¨ mas eu interrompi o que eu estava fazendo para dar uma olhada na correspondência e o primeiro email que eu abri foi o teu; e sabe o que eu estava fazendo? estudando o Capítulo XXIII do Evangelho Segundo o Espiritismo,
    denominado Estranha Moral, (para um estudo em grupo sábado à noite) e é claro que este fato facilita minha compreensão de muitas coisas da vida, mas também lamento, e muito, esta maioria com a mente fechada; mas uma vez meus parabéns. Fraternal abraço, André.

  2. Gilberto Says:

    Quase!… Crônica que nos faz refletir sobre a atual situação que enfrenta os mestres do magistério: “lutam pela aprendizagem”, mas são ignorados; indicam o caminho, todavia, há quem prefira “deixar-se levar pela correnteza. São raros os que “têm humildade” e se abrem para aprender. Aprender a aprender e, acima de tudo, aprender a viver. Um grande abraço. Gilberto.

  3. osvaldo marques Says:

    Não deixem de clicar no link abaixo do poema – “quase”.
    Abraços.

  4. Luismar Says:

    “…Quando Deus me permite descerrar as pálpebras a alguns desses pobres sofredores e lhes restituir a luz, digo a mim mesmo: Alma querida, por que não conheces todas as delícias do Espírito que vive de contemplação e de amor? Não pedirias, então, que se te concedesse ver imagens menos puras e menos suaves, do que as que te é dado entrever na tua cegueira!” Luismar

  5. Pekenina Says:

    Ola lindo ser! depois de um longo tempo fora da net, acabei abrindo seu e-mail e encontrando seu poema. Fico maravilhada ao ler e ao saber que todavia nada se perdeu, apenas se prolongou. A preguiça e o desatento, a falta de vontade de correr atrás para conhecer mais um pouco la na frente. Mas teu poema diz quase tudo. QUASE QUASE QUASE, e como ainda estamos no quase, isto nos enche de alegria ao perceber que ainda teremos tempo da complementação. Que haja luz na mente dos que desejam realmente conhecer mais. Basta apenas um passo de cada vez, para que os mistérios sejam desvendados. Um beijo na alma e um obrigadíssimo pela linda mensagem de sabedoria.

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