lentamente

.

Lenta e suavemente, como o pão que fermenta,

eu me emaranho nos tentáculos de um polvo:

conhecido antigo que vem me torturar de novo.

Avilta-me, tira-me o sono, e me atormenta.

.

Logo, vou estar entregue a essa nova dor,

e vou sofrer novamente sem ter como resistir.

Conheço bem esse pesar de quem não se pode fugir.

Ah! Pra onde posso correr quando surge o amor?

.

Longe de mim querer maldizê-lo um dia.

Espero somente poder aceitar, resignado,

com a força do amante que o tem abraçado

apesar de sofrer, orgulhoso. Que desvalia!

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3 Respostas to “lentamente”

  1. Marcia Says:

    Ah! O amor, o poeta….às vezes me pergunto: será que poeta ama tanto como diz em seus versos?!…
    Muito lindo…
    Abraços…

  2. Jaqueline Robespierre Says:

    Querido Osvaldo, o poeta ama o amor que sente. O amor que alimenta e inspira seus versos. Os versos que traduzem o que outros sentem, mas não sabem descrever.
    Parabéns mais uma vez, Osvaldo. Gosto de ler o que você escreve.
    Um forte abraço.

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