ironia

.

Segue e cuida

que teus alicerces pisem o plano concreto.

Não te deixa aperceber

de que não voas porque não queres,

de que a ubiquidade não te apetece.

Mistura-te.

Sê o conteúdo desse pegajoso

que te envolve

e te adormece os sentidos.

Prefere a certeza limitada de vida:

não vive anonimamente,

vegeta como herói.

Teu próprio juizo final

te absolverá e te permitirá ficar

com todo o nada que possuis.

(22/10/1973)

4 Respostas to “ironia”

  1. osvaldo marques Says:

    Neste poema, assim como em “Inquietude”, “Despertar” e “Entrega”, há um linguajar muito rebuscado, influência do modismo em Portugal naquela época em que lá vivi. Data de 1973.
    Um abraço pra todos.

  2. Tayanne Says:

    Poema muito profundo!!!!!!!
    Como sempre, parabéns!!!
    Muito bom!!!

  3. Gilberto Says:

    Apesar de o poema sofrer influência de um linguajar da década de 70, é ironicamente belo e atual.

  4. FABIANA Says:

    PARABÉNS, MUITO BONITO!!!!

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